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Previdência: Governo Doria transforma Assembleia Legislativa de SP em praça de guerra para aprovar reforma

Tropa de choque da PM espanca e dispara a queima roupa contra servidores públicos

por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

A Assembleia Legislativa de São Paulo foi transformada em uma praça de guerra nesta terça-feira, 3, pela Tropa de Choque da PM a mando do presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB).

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Policiais espancaram servidores públicos que tentavam acompanhar o segundo turno da votação da reforma da previdência.

Balas de borracha foram disparadas a queima roupa ferindo vários trabalhadores.

O cheiro do spray de pimenta lançado pelos policiais invadiu até a galeria do plenário da Casa. Uma névoa encobriu os corredores.

Várias pessoas passaram mal, sem conseguir respirar.

A deputada Márcia Lia (PT) denunciou que também foi atingida pelo spray de pimenta.

“Jogaram spray de pimenta em mim. É um absurdo o que estão fazendo com os funcionários públicos aqui na Assembleia. Temos de denunciar o governo Doria. Doria nunca mais”, bradou.

Do lado de fora, a Tropa de Choque implodiu o ato do funcionalismo público que acontecia na avenida Pedro Álvares Cabral.

Bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo explodiam provocando mais feridos.

Os deputados Carlos Giannazi (PSOL) e Bebel (PT) exibiram, no plenário da Casa, fragmentos das bombas e balas de borracha disparadas contra os trabalhadores.

Esses artefatos ainda estariam fora do prazo de validade, segundo a deputada Érica Malunguinho (PSOL).

A presidente da Comissão de Direitos Humanos, Beth Sahão (PT), denunciou que a água foi cortada nas torneiras da Assembleia Legislativa.

“Cortaram a água. Isso é muito grave! Ainda mais em época de coronavírus”, crítica.

Deputados da base governista acusaram os manifestantes de promoverem desordem.

Mas quem depredou a Assembleia Legislativa foi a própria Tropa de Choque que lançou uma chuva de bombas, como é possível ver nas fotos abaixo.

A reforma da previdência foi aprovada em segundo turno por 59 votos a favor e 32 contra. Confira como votaram os deputados.

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