Tijolaço

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O melhor remédio para enfrentar uma epidemia é a confiança.

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Sem ela, as orientações sanitárias e a mudança de hábitos da população agravam os efeitos na saúde da comunidade, o que é extremamente grave quando se trata de grandes populações e, no caso de hoje, de todo o planeta.

Estamos, infelizmente, a um presidente que, acintosamente, despreza o fator credibilidade.

Num dia, diz que o coronavírus “é mais uma fantasia” que “a imprensa propala”.

Ia na linha da seita de extrema-direita que não apenas relativiza a gravidade da situação como acha que é um plano sinocomunista para dominar o mundo, como sugere o promotor(!!) bolsonarista Aílton Benedito, incrivelmente nomeado como secretário de Direitos Humanos da Procuradoria Geral da República(!!!):

“A cada epidemia de vírus originária na China, o mundo entra em crise econômica. Então, aquele país se recupera antes de todos os outros e se torna mais poderoso geopoliticamente. Rumo à hegemonia global antecipada por crises econômicas causadas por vírus”.

Na linha da “olavolândia”, Bolsonaro seria atropelado da maneira mais cruel.

48 horas depois, aparece com uma máscara e sua comitiva à Florida está sob a suspeita de estar infectada, com um caso, o do debochado Secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, já confirmado.

Não importa que Bolsonaro, depois de uma escalada de deboches e palhaçadas, esteja desmoralizado ante boa parte da população. Ainda há muitos – nem tanto, talvez 10 ou 15 por cento dos brasileiros – que o seguem como manada. E é ele quem tem a autoridade formal sobre o país.

Por isso, ao desacreditar-se, como energúmeno que é, faz mal ao Brasil, numa hora em que, na saúde e na economia, precisamos mais que nunca de um governo respeitado.

Tão afeito a frases bíblicas, deveria acreditar em Mateus, 15:11: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.”

Bolsonaro é, hoje, o fator mais perigoso para a sanidade do país.

 

 

 

 

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