Tijolaço

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O Globo, hoje, em reportagem que ouve dirigentes de fundos de investimentos, mostra que o Brasil – aquele país que com a derrubada do governo e reformas antissociais receberia “uma enxurrada de dólares” – desapareceu das telas de opções para investir.

Literalmente, porque nem mesmo aparece mais nos rankings de destino dos – agora bem mais magros, no geral – capitais internacionais, como mostra o gráfico que reproduzo do jornal.

Os motivos? Bem, a explicação é do diretor da consultoria internacional que elabora o ranking, há vários anos:

No ranking da Kearney, o Brasil caiu para sexto lugar em 2015, 16º em 2017 e foi para a lanterna no ano seguinte, até deixar a lista em 2019. Segundo Mark Essle, sócio da Kearney, crescimento baixo inibe investimento:
— A multinacional está cansada do Brasil. Nos últimos cinco anos, pelo menos, não tem retorno. O CEO todo ano tem de explicar à matriz por que não está ganhando dinheiro. Por isso, a queda. É o cansaço da falta de crescimento.

Não tem crescimento sem demanda, não tem demanda sem rendo, emprego e, por consequência, consumo.

Mas isso não é tudo: também não há confiança em um governante que prega a baderna institucional e gera apreensão todo o tempo:

“Um investidor de Cingapura resumiu assim a situação: ‘O Brasil é uma mina de ouro, sabemos que há ouro lá, de boa qualidade. Temos interesse, capacidade técnica e recursos para explorar este ouro. Mas não fazemos isso pois tememos que a mina desabe sobre a nossa cabeça”, diz Paulo Resende, da conservadora Fundação Dom Cabral.

E a reportagem mostra mais um dado que desmente a capacidade de que o cada vez menor volume de capital investido no Brasil. Ele, na maior parte, “foi direcionado para comprar empresas, não construir fábricas”. Portanto, zero impacto no emprego, na produção e no consumo.

E a crise mundial, drenando os recursos para os títulos do governo norte-americano só vai piorar o que já está ruim.

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