Opera Mundi

Clique para compartilhar o link do texto original

[...]

A tentativa de criminalização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) foi tema de um debate da reunião anual do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro ocorreu no Palácio das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta quarta-feira (04/03).Representantes da Right Livelihood Award Foundation – a fundação responsável pelo Prêmio Nobel Alternativo – fizeram uma declaração afirmando estar “particularmente preocupados com o plano do presidente Bolsonaro de classificar as atividades do MST, Prêmio Right Livelihood Laureate 1991 [o Nobel Alternativo], como atividades terroristas”. A declaração foi lida durante o Diálogo Interativo com a relatora especial sobre o Direito à Alimentação da ONU, Hilal Elver. Ao Brasil de Fato, Camilla Argentieri, representante da Fundação, explicou que a tentativa de criminalização do movimento tem chamado a atenção da comunidade internacional. "Também chama a atenção as recentes posturas do governo brasileiro contra o movimento e também sobre, no geral, as políticas autoritárias do Brasil”. QUEREMOS CONHECER VOCÊ MELHOR, LEITOR E ESPECTADOR DE OPERA MUNDI. CLIQUE AQUIArgentieri relata que o intuito da declaração feita na ONU é exercer pressão sobre as autoridades brasileiras e ajudar as entidades internacionais a entender o comportamento do governo brasileiro. Ela avalia que a declaração teve muito impacto e foi “muito importante, muito poderosa e chamou a atenção de muitas organizações internacionais da sociedade civil que apoiam a causa do MST”.O governo brasileiro pediu o direito de resposta, garantido a todos os estados, membros ou não do conselho. Segundo Argentieri, o governo de Bolsonaro justificou que a Constituição Federal de 1988 protege os direitos de todos os povos, mas que isso tem de estar em conformidade com o Estado de Direito e não pode violar as leis.

Leia o texto completo em Opera Mundi