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A semana começou agitada logo cedo nesta segunda-feira (9), em Brasília. Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam prédio do Ministério da Agricultura, em um protesto que faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres sem Terra, que conta com a participação de 3.500 trabalhadoras de 24 estados.

Segundo Kelly Maforte, da coordenação nacional do MST, “o objetivo dessa ação de ocupação é denunciar o projeto de morte que está por trás desse órgão federal. Hoje, o Incra está subordinado ao Ministério da Agricultura e este ministério é o maior responsável pelo envenenamento de toda a população brasileira. Os agrotóxicos estão sendo jogados na mesa do povo e nós viemos aqui denunciar isso”, disse ela.

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O protesto desta manhã em Brasília tem também como foco denunciar o desmonte da política de Reforma Agrária no país. “Bolsonaro trabalha contra os sem terra e a serviço dos latifundiários”, afirmou Kelly Maforte.

Além do Ministério da Agricultura em Brasília, 1200 camponesas e camponeses ocuparam o prédio da Superintendência do Incra no centro de Maceió e outros 700 trabalhadores do MST ocupam o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Fortaleza. Em Santa Catarina, dezenas de trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra ocupam também o prédio do Incra.

Em São Paulo, ativistas do MST, da Frente de Luta por Moradia (FLM) e o povo indígena do Jaraguá ocuparam as ruas do centro de São Paulo para denunciar a política econômica ultraliberal do governo Bolsonaro, que corta sistematicamente os direitos da classe trabalhadora, as verbas dos programas sociais e ataca o meio ambiente, em detrimento das condições de vida nas cidades e no campo. A marcha seguiu da ocupação Mauá até o Ministério da Economia, que foi fechado pelos manifestantes.

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