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Jornal GGN – Em um mercado de trabalho cada vez mais informal, o comprometimento de direitos como licença-maternidade e férias têm levado pais e mães a deixarem seus filhos cada vez mais cedo nas creches, ficando longe em um período considerado crucial para o desenvolvimento de uma criança.

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Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, 3.156 bebês com menos de quatro meses estão matriculados na rede municipal paulistana, mas esse número flutua – a criança mais nova foi matriculada com 11 dias de vida. Nas creches, há hoje 1.610 crianças com quatro meses, 1.015 com três; 422 com dois; e 109 com até um mês.

Em entrevista, o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, reconhece que seria melhor para todos, incluindo a criança e as creches, que elas chegassem a partir de quatro meses. No entanto, afirma que é uma questão que deve ser tratada com sensibilidade. “Não vamos tomar uma medida burocrática e deixar mais de 3.000 crianças sem o atendimento de que necessitam”, afirma, ressaltando que esse contingente deve aumentar.

Porém, o afastamento prematuro das mães pode afetar o desenvolvimento dos bebês, uma vez que as crianças passam por uma espécie de período de adaptação à vida fora do útero nos primeiros meses de vida. Questões como amamentação exclusiva e a imunização das crianças também são vistas com preocupação pelas mães, mas todas as entrevistas disseram não ter escolha.

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