Brasil de Fato

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O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) juntamente com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Levante Popular da Juventude ocupam a sede da multinacional italiana Enel, em Fortaleza. A empresa, que atua na geração e distribuição de energia, figura entre as três empresas com maior números de reclamações Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) em Fortaleza. Cerca de 1500 pessoas se reúnem nesta mobilização.

A ação que acontece neste dia 12 de março, tem como reivindicação a retomada do subsídio para pequenos agricultores na conta de energia, bem como a permanência deste para as famílias de baixa renda, além de protestar contra o alto preço da energia elétrica. Esta luta faz parte das mobilizações do Dia Internacional de Luta contra as Barragens, pelos rios, pela água e pela vida, e acontece em todo Brasil. Esses movimentos sociais realizaram, nesta semana, um conjunto de mobilizações em Fortaleza, como ocupação do Incra e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário. 

Segundo José Josivaldo, da coordenação nacional do MAB, "a extrema direita, as empresas, as transnacionais tensionam contra a vida dos mais pobres. O governo temer ainda em dezembro de 2018, baixou vários decretos, e um deles foi a retirada do subsídio de 42% na conta de luz dos agricultores." Ainda de acordo com ele, os próximos cortes nos subsídios podem atingir os trabalhadores baixa renda, que somam 8,5 milhões de contas de energia no Brasil.

Outro lado

Em nota, a Enel Distribuição Ceará disse que "um grupo de manifestantes do MAB invadiu a sede da companhia hoje (12) em Fortaleza, fazendo reivindicações diversos temas, entre eles, água e energia". A empresa apontou ainda que o grupo informou que o ato se trata de "um movimento nacional". "Com a chegada da polícia ao local, saíram rapidamente", diz o texto.

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